Viver X Sobreviver

 A SUTIL DIFERENÇA ENTRE VIVER E SOBREVIVER

Tenho por hábito sempre iniciar uma reflexão através de definições. 

Então, o que significa estar vivo? A medicina defende que uma pessoa está viva quando apresenta batimentos cardíacos e atividade cerebral.

 Mas quero ir mais longe.

 Será que estar vivo é ter um organismo com funcionamento orgânico sustentável?

 Não, não, não. Há uma diferença sutil entre estar vivo e sobreviver à vida. 

Não podemos ignorar a alegria, o prazer, o amor, as amizades, o trabalho e tantas outras coisas que contribuem para esta nossa gratificante sensação de que vale a pena estar VIVO.

Assim, se faz necessário, e urgente, redefinirmos o estar vivo.

Fico a imaginar quantos de nós ao acordarmos nos sentimos plenamente vivos.

Quantos de nós ansiamos por mais um novo dia?

Quantos de nós ao deitar agradece e é invadido pelo sentimento de plenitude e de lembranças do dia que trazem satisfação?

Parece-me que o dia vai e a noite vem como um “balet” de atividades distantes de nosso consentimento, um viver sem criatividade e imposto à condição de estar vivo!

 É verdade. Sentir-se vivo é uma atividade de nossa responsabilidade com a própria felicidade.

  Mas, estamos preparados para esta responsabilidade?

 Será que sabemos lidar de maneira saudável como o medo do risco do desconhecido, das mudanças, e aceitamos o quão gratificante são todas as possibilidades de sensações, ao nos mantermos “confortáveis” na segurança física?

  Esse é o processo do crescimento e da responsabilidade por nos mantermos VIVOS. 

  Quando nos sentimos tocados e incomodados pela mesmice do dia-a-dia é que se inicia uma revolução interna. 

 É a nossa tendência atualizante que se manifesta e nos impulsiona às reflexões, e aos poucos começamos a nos perguntar, por onde andam nossos sonhos infantis? 

  Quais são os valores e padrões que devemos “atualizar”?

 Podemos dizer até que este processo é de profunda imersão:- questionamentos, devaneios, um desejo de romper com a rotina e até a agressividade do inconformismo se manifesta. 

   A rebeldia está aflorada!

 É a partir deste “caos existencial”, dessas reflexões, que começamos a nos permitir transformações. 

  No início nos sentimos estranhos, mas a cada nova conquista vamos aceitando que as muitas possibilidades existem, que a VIDA passa a brilhar, e o “gosto amargo” da sobrevivência virou passado!

  E você: Vive? Ou apenas sobrevive?

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