A carência afetiva
A necessidade de afeto, o estar em privação afetiva, com toda certeza é um dos motivos mais frequentes para a busca de atendimento terapêutico.
A carência afetiva é um termo usado para se referir à falta de atenção, afeto e cuidado emocional em um relacionamento.
Pode ser uma experiência comum em relacionamentos saudáveis, mas quando é persistente ou intensa, pode ter um impacto negativo na saúde mental e no bem estar emocional de uma pessoa.
A carência afetiva pode ser um sintoma de distúrbios mentais, como transtorno do vínculo ou transtorno de ansiedade de separação.
Também pode ser um resultado de circunstâncias difíceis, como vivência de abuso ou negligência durante a infância ou falta de conexão emocional no lar.
Pessoas que experimentam carência afetiva frequentemente se sentem sozinhas, desconectadas e desvalorizadas.
Elas podem ter dificuldade em estabelecer relacionamentos íntimos e confiáveis e podem se sentir inseguras e insatisfeitas com suas conexões emocionais.
A carência afetiva também pode levar a problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e transtornos alimentares.
Assim, tal carência afetiva se mostra como um "vazio" que toma conta da nossa alegria de viver e, como desconhecemos maneiras mais saudáveis para resolver essa questão, nos envolvemos com o "ter".
Isso mesmo, achamos que através de bens materiais seremos mais felizes e realizados, e aí queremos um novo celular, um sapato, uma roupa, um carro, uma viagem, tudo - na tentativa de preenchermos o "vazio".
O fato é que: depois do momento de êxtase do novo objeto, vem uma "voz interior" que avisa que o "vazio" ainda está ali e que o que nos ajudaria mesmo é um simples carinho!
Então, essa voz vai crescendo, crescendo e se torna um "eco" ... da dor, da solidão e da carência de afeto.
Assim, passamos para a busca sem limites pelo carinho, e essa procura envolve escolhas pouco saudáveis como relacionamentos fulgazes e relações sexuais fáceis, nada gratificantes.
Mais uma vez, o resultado é amargura e mal humor, pois essas formas de carinho ficam caracterizadas como "encontros vazios", sem conteúdo, sem troca e sem respeito.
Somos vítimas de nós mesmos pelas más escolhas!
E isso não é um julgamento de valor, nem mesmo de pudor hipócrita. É um caso de "urgência emocional" em que precisamos de carinho, de um abraço, de um toque amoroso no rosto.
Há estudos que "qualificam" o toque como fator que contribui para revitalizar nossas células, nossa esperança e humanidade.
Talvez você esteja pensando que, no momento, desconhece alguém esteja disposto a te dar este presente, não é mesmo?
A boa notícia é que nos podemos desencadear todo esse processo amoroso.
Ao invés de sair buscando carinho, seja você a pessoa a espalhar carinho.
Também é importante buscar ajuda profissional, como terapia ou aconselhamento.
A terapia pode ajudar a encontrar as causas da carência afetiva e ensinar habilidades para melhorar as conexões emocionais e desenvolvimento de relacionamentos saudáveis.
Quando você deu um abraço no seu pai? Na sua mãe? Nos seus irmãos? Filhos? Esposa? Namorada (o)? Amigo (a)? Quando foi que disse a eles o quanto é bom tê-los como parte de sua vida?
Além disso, é importante buscar apoio de amigos e familiares e encontrar maneiras de se conectar com outras pessoas de forma significativa.
Mas veja bem, não se trata de sair por aí tocando estranhos, mas demonstrar afeto para pessoas íntimas a nós.
No começo nos sentimos estranhos, o coração até dispara e ficamos sem saber qual é o próximo passo, ou mesmo o que dizer, porém, não desista!

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