Como sair da depressão? Entrando nela!
Estar em depressão não é nada bom ou mesmo agradável, mas, precisamos perder o medo que ela nos provoca para podermos vencê-la.
No tratamento contra a depressão é preciso cuidado médico e psicológico como suporte.
A medicação, nos casos mais graves, é de grande auxílio, visto que remédio cura sintomas - alivia apenas sintomas.
Podemos dizer que os remédios fazem parte de 40% do tratamento e os 60% restantes ficam sob os cuidados do Psicólogo.
É esse o profissional que vai ajudar a “olhar” para toda a dor e desconforto que a depressão provoca, pois, se não aprendermos com ela, tudo o mais será sofrimento.
Não é que se deva “curtir” esse estado tão doloroso, mas é importante não negar que se está mal e que precisa de ajuda.
De fato, somente quando olhamos de frente para os nossos problemas é que temos a real possibilidade de crescer e amadurecer através de todo o sofrimento que eles provocam.
É entrando em contato com as nossas dores que encontramos as condições favoráveis de aprendizado e transformação.
Caso contrário, corremos o risco de vivermos amedrontados e mergulhados nas mesmas tristezas de sempre.
Um estado de não viver, de sobreviver dia a dia sem perspectivas de evolução emocional - pessoal.
O que acontece geralmente é que nos apavoramos e, além de todos, os sintomas desconfortáveis e constrangedores da depressão, queremos que alguém, que o outro nos tire desse estado de sofrimento e angústia.
No entanto, é preciso ser responsável com a própria "cura!"
Nesses casos, parece-me que devemos nos perguntar: Qual o sentido de todo esse sofrimento faz em minha vida?
Que coisas eu venho evitando entrar em contato por todo esse tempo?
E mesmo que no momento, eu não entenda o porquê do que está acontecendo, o que eu posso fazer para "encarar" da melhor forma possível, já que não posso "fazer de conta" que não estou sentindo nada?!
O importante está em saber que depressão vai além de uma crise.
Ela é um sinal, um aviso do corpo para nós, de que estamos reprimindo sentimentos a respeito das coisas que estão acontecendo coma gente, e não como algo que precisa ser "resolvido".
O que se faz necessário mesmo é se pensar e entender todo esse conteúdo emocional para transformá-lo em seu próprio benefício.
Pense nisso!
**** Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da 4a edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):
_ Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
_ Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?
Se a resposta foi não a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das resposta foi sim, esteja atento a outros sintomas da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.
* Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
* Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
* Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
* Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
* Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
* Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
* Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
* Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
* Ideias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.
De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:
* Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
* Distimia: 3 a 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante 2 anos, no mínimo;
* Depressão maior: 5 ou mais sintomas por 2 semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.
Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao

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