_ Texto 2 - Terapia - não há certo ou errado

 O alívio à ansiedade de desempenho


Uma das angústias mais comuns que surgem no início — e, muitas vezes, ao longo do processo terapêutico — é a sensação de que existe uma forma “correta” de fazer terapia. 

Algumas pessoas se perguntam se estão falando demais, se estão falando pouco, se estão trazendo os temas certos, se estão aproveitando bem o tempo da sessão.

É importante dizer com clareza: na terapia, não há certo ou errado.

O espaço terapêutico não é um lugar de avaliação, julgamento ou correção. 

Não se espera que a pessoa saiba exatamente o que dizer, nem que organize previamente seus pensamentos ou emoções. 

Silêncios, repetições, confusões, contradições e até a sensação de “não ter nada a dizer” também fazem parte do processo.

A psicoterapia não funciona como uma conversa comum, nem como uma orientação prática sobre o que fazer na vida. 

Ela é um espaço de escuta, no qual cada pessoa pode se aproximar da própria experiência da maneira que for possível naquele momento.

Entre uma sessão e outra, não é necessário observar-se de forma técnica, analisar comportamentos ou tentar mudar sentimentos. 

Não existe um modelo de paciente ideal, nem um jeito esperado de participar do processo. 

Tudo o que surge — inclusive dúvidas sobre a própria terapia — pode ser trazido para o encontro.

Quando retiramos a ideia de certo e errado, abrimos espaço para algo fundamental: a possibilidade de falar com mais liberdade, menos cobrança e menos medo de errar. 

É nesse clima que o trabalho terapêutico se constrói, pouco a pouco, no tempo de cada pessoa.


Por Laura Steffanely, Psicóloga Clínica -crp 06/43.383

@laurasteffanely_psi

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Publicações

_ Em tempos de Eleições

  Antes de defendermos um governo, que sociedade estamos escolhendo construir? No dia a dia de meu consultório, recebo pessoas com histórias...